quarta-feira, 18 de janeiro de 2017





Será que é difícil falar de gentileza e respeitar a opinião do outro? O que se constrói com ódio? Que mundo queremos? Posso perder trabalhos, mas não perderei minha coerência e ideologia. E continuarei discutindo o bom debate... Tenho certeza que diálogos transformam o mundo... e boas pessoas, independente de credos, times, partidos, ideologias... são os instrumentos desta transformação... Sou um profissional respeitado no mercado, mas jamais calarei no que acredito... perco trabalhos... mas não perco a ternura e a essência... Já fui barman, recepcionista de hotel, garçon, caixa de bar, e tenho orgulho de cada profissão que exerci, como já fui 
"coisas" maiores"... e sempre fui o Panda, o Dike e o cara de bem com a vida... Quem me conhece sabe... Não me venham com discursos de ódio... Boa noite a todos...



Esse desaguar de destinos
Irmãos doidos e doídos
Barcos de papel no meio-fio
Aonde chegarão?

Desolados pela saudade
Náufragos sem mar
Cartas escritas em portas
Onde jamais puderam entrar

Cresceram quase por imposição
Viveram ardentes quase sem querer
E quem haveria de saber
Que se fortaleceriam pela sofreguidão?

E nascem por encanto todos os dias
Se vestem com ternos brancos de linho
A menina se chama Poesia

E o menino é chamado de Carinho
FALTAS

Que tanta chuva nesse copo
Que tanta mágoa nesse corpo
Que tanto náufrago com mapa
Que tanto barco sem porto

Que tanto vento sem pandorga
Que tanta linha sem horizonte
Que tanto varal sem outorga
Que tanta roupa sem fonte

Que tanto amor sem destinatário
Que tanta palavra sem zelo
Que tanto remetente ordinário
Que tanta carta sem selo


terça-feira, 17 de janeiro de 2017





Essa chuva

Acende uma chuva aqui dentro
Vindo de um lustre com uma luz fraca
Uma dor conta pingos
Uma espera que o destino crava
Um “não sei lá” que responde tudo
Uma alma que não se lava
Um grito encharcado e mudo
Um querer quase absurdo
Vontade de te ver
Um amor que me faz ser
Tudo àquilo que eu sempre quis ser
E essa chuva que não passa

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Verbos  

Há dias que nem me vejo
Passo sem ver meu querer
Um café da manhã sem gosto nem desejo
Uma sensação de quase morrer

Noutros dias vejo tudo diferente
Entendo quase morrer como estalar
Vejo uma vontade latente
Uma maravilhosa sensação de tentar

No parque de diversão do destino

As gangorras estão cheias...


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Todo o desatino que compreende a minha paz e ansiedade
Percorre a simplicidade que alivia a dor
A vida ensina e nós teimamos em não aprender
Que ser é o caminho
E que olhar para o lado deve ser o olhar de todo dia
A felicidade, muitas vezes, é um livro não lido
Não dê ouvidos aos gritos de quem não quer ler

Mas, abrace e ensine a leitura de quem procura ser feliz

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

O acaso brinca de rima

Cabe-me, por encaixe, o olhar inteiro das bocas do acaso
Afasto-me quando, ao meu encalço, andam apressadas bocas métricas
Mergulho em luas claras e transparentes como se o medo fosse o raso
E não venham me dizer que almas são armadilhas bélicas

Atento aos relatos escuto a inconstante passagem do pensamento até o ato
Transformo-me num silêncio de lápide quando um grito quer ser mais forte do que o fato
Fatias inteiras de um bolo de chocolate do apartamento ao lado invadem lixos de uma favela
E, não venham me dizer, que corações sejam sempre as melhores janelas

Cabe-me a leveza da escrita para deixar dito o que tanto me aflige e alucina meu entender
Levado muitas vezes pelo interminável duelo daquilo do que se mais quer, com a razão burra de que não se precisa querer
Lanço-me aos poucos, aproveitando-me de noites escuras, para escrever poesias em muros que rodeiam almas tão vazias
E não me venham dizer que estou só, louco e o que entendo por felicidade sejam páginas de crônicas fictícias e fugidias...


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

video
UM VÍDEO CASEIRO

domingo, 11 de dezembro de 2016

Passageiras

Tudo agora em mim dói
Àquela dor que aperta
Diz que vai e não vai

Olhos fixo nos olhos
Faz amor
E depois trai

Chama de eternidade
Mas diz que é cedo
Fagulha que aos poucos cai

A vida é muito mais além
É janela de sol
É descoberta de segredos

A melhor receita,
meus caros amigos,
É não ter medo

Aprender com a dor
Pois, a dor tal a vida
São passageiras

Loucas por viagens

sábado, 10 de dezembro de 2016

Soneto da Falta

Meu pensamento deserto esqueça a água
Definha ao passo que namora de longe uma chuva
Engole à seco cada gota de tantas mágoas
Minhas mãos tremem, mas não permitem luvas

Frestas nas cortinas possibilitam um recado à lua
Escrito nas entrelinhas do que sinto em minh ‘alma
Sou àquela esquina que se perde em tua rua
Sou outrora àquele grito que mantinha minha calma

Tua falta ardente permeia minha fuga e destino
Tal a pandorga que se perde nos sonhos do menino
Pois até a esperança um dia cansa e tomba

A lâmina afiada das palavras corta como cerol
E em teus voos busco incansavelmente um farol

Que me traga a simplicidade de um carrinho de lomba

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Dezembro

Folhas de calendário
E de samambaias
Andorinhas a arquitetar
A estação
Serei eu uma chuva breve
De um inverno que não para
De chamar o verão?

O amor acolhe
Quem planta o bem
Colhe a cor

A cor aflora
O bem que se tem
Quando se faz por amor

Folhas de calendários
E eu a fazer poesia
O amor é mais do que

apenas uma intenção


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O cabelo da filha do meu amigo

O cabelo da filha do meu amigo
Acorda sempre muito bem-humorado
Amor em cachos
Amor encantado
Amor de risos
Em dia ensolarado
Ria pai
Bendito sê-lo
Ria em cachos
Pelo riso do cabelo
O cabelo da filha do meu amigo
Deixa mais bonita a Ilha
Sorri o mundo
Sorri a simplicidade
Isso é sim felicidade
Ria muito
Ria com gosto

Meu amigo Padilha

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Estações

Ao que digo à minh’alma proponho sempre a serenidade
A vida é um aprendizado entre páginas e lapidações
Que por todas as vidas se entrelaçam na busca da verdade

A solução existe e existirá sempre se o olhar for por amor
Abrace mais, beije intensamente, valorize corações
E tenham certeza, meus amigos, que o sol vem depois da dor

Às vezes uma pequena fresta de luz é nossa maior claridade
E invernos e verões, outonos e primaveras são constelações
Que dançam a iluminar nossos passos, seja a realidade como for

N’alma mora um farol que acende e desenha uma flor
A flor que mora num jardim e respeita quaisquer emoções
Entenda que apenas um sorriso abre a porta da felicidade



quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Paixão

Sempre acreditei na paixão. Na paixão de fazer da vida um aprendizado. De seguir bons exemplos. De compreender o que não se pode compreender. A Chapecoense sempre foi paixão. Uma cidade abraçou uma equipe. Santa Catarina vendo tanta paixão também fez da Chapecoense o seu time. De repente o Brasil conheceu a história, viu tanta união e vontade e a Chape virou Brasil. Acredito em paixão. Sempre gostei de futebol, por que sempre acreditei que paixões colorem nossas vidas. A Chapecoense recuperou o gosto do futebol camisa, do futebol alegria, do futebol paixão. Que saibamos tirar lições desta tragédia. Força Chape. Vamos fazer da vida um caminho sem ódio, por que a vida pode ser breve, o amor não.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Hay Kay sem métrica

Todo mundo tem escolha
A felicidade pode ser um estalo
Como quem dança num papel bolha
Dizeres

O amor deve regar à flor da pele
Por que o que arrepia, cutuca, aproxima
É uma cachaça, uma ambrosia
Um sentimento que dá gosto, alegria
Que provoca o querer, alquimia
Que remexe, bole, mistura
Que dói, que deixa a face rubra, que cura

sábado, 12 de novembro de 2016

SIMPLES

UM BANHO DE CHUVA
ROSTO MOLHADO
NUMA MANHÃ DE AGOSTO

UM DEZEMBRO ENSOLARADO
BEIJO DE FILHO
OLHAR DO SER AMADO

PAIS AO TE OLHAR COM ENCANTO
PÉS NA ESTRADA
AMIGOS DO LADO

MÚSICA PARA ARREPIAR A ALMA
POESIA PARA ESCLARECER O MUNDO
PASSOS DE DANÇA ILUMINADOS

CONVERSA DE BOTECO
SILÊNCIO PARA ENTENDER A FALA
BUSCAR TODO DIA O ACHADO

UMA TARRAFADA NO MAMPITUBA
UM GOL NA CANCHA DOS PADRES
UMA GALINHADA NA NOITE DE TORRES

UMA CAIPIRA DE MARISQUEIRA
UMA TAINHA LÁ NO NEI
UM MAR DE TODAS AS CORES
UMA CANASTRA LÁ NO TIO ADELCIO
UMA SERENATA NO MEDIEVAL
UM GOL DO TRECO PELO BAHIA

UM ABRAÇO DO BETO, UMA DICA DO DEDÉ
UMA FUGIDA PARA O MAR AZUL
UMA SAUDADE TODOS OS DIAS

UMA PANDORGA A SOLTAR A LINHA
UM SORRISO DO CUMPADRE FABINHO

A SIMPLICIDADE QUE EU QUERO E SABIA



domingo, 6 de novembro de 2016



Estio
Lá no meio do deserto mora uma única gota d’água...
Filha de uma chuva rara e de um poeta sereno.
É lá que os sonhadores matam a sede.

terça-feira, 25 de outubro de 2016


FALTAS

Que tanta chuva nesse copo
Que tanta mágoa nesse corpo
Que tanto náufrago com mapa
Que tanto barco sem porto

Que tanto vento sem pandorga
Que tanta linha sem horizonte
Que tanto varal sem outorga
Que tanta roupa sem fonte

Que tanto amor sem destinatário
Que tanta palavra sem zelo
Que tanto remetente ordinário
Que tanta carta sem selo

domingo, 23 de outubro de 2016

Águas e afogamentos

Um mar inteiro em céus de bocas
Palavras a navegar soltas
Remos a mexer mágoas 
Vem teu beijo
E teu beijo salva

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Estou desistindo de tudo, mas de uma forma poética
Etílica
Sábado
Lâmpada
Eclética
Empírica
Como se minha vida fosse uma proparoxítona
Eu bebo

Tequila com acento “tônico” sem gelo
Sejamos sensatos... quando não encontrarmos razão tenhamos compreensão e com zelo e tato peçamos perdão... Então, o que quero dizer, entender é fruto de muito amor...
Que não torçamos pelo time tal, nem votemos para tal sigla, nem rezamos por tal religião, entendamos também que não tem religião nenhuma... Descobri com uma pessoa que me ensinou a meditar que abraçar é mais que um verbo de ligação, ou é um verbo incondicional de ligação.
Viver é aprender para viver melhor na vida que há de vir. Gosto de textos que me abraçam, e gosto de compreender o que me aflige... Sei que o que escrevo será entendido depois... e tenho certeza que um mais um é mais do que dois...
O mundo que virá não tem gavetas... tem gaivotas... Voe agora, ame agora e viva agora... por que o tão cedo vem e vai embora... se pudesse deixar um único conselho eu diria: beije e fale de amor para quem você ame... não deixe para amanhã o que você arde hoje...

quinta-feira, 6 de outubro de 2016


É insensato não ter o amor ao lado
Já que se sabe que amor assim é tão raro
E ele deveria ser de fato a prioridade
Por que ele faz sorrir
E sorrir ainda é um ato de pura felicidade

Se achamos tanto tempo para tudo
Nos desdobramos para aumentar o tempo
E assim mesmo vivemos na pressa
Flechas doidas abraçadas em fortes ventos

E não temos tempo para um amor que nos faz rir

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

As desculpas

Depois vieram as desculpas,
que usavam luvas e falavam baixo...
Nunca entendi tantos dedos,
já que eu sabia do que se tratava...
Vez por outra deixavam somente recados,
avisavam que não mais voltariam
e, logo depois, voltavam...
E com elas chegavam outras palavras,
que eu não entendia muito bem seus significados...
Mas até aquele momento,
as desculpas não se importavam com o que eu poderia ter achado...
Algumas chegavam bêbadas,
outras chegavam sem avisar,
e outras tantas  não sabiam nem o que falar...
Nunca me preocupei em entendê-las,
mas entendia o que elas queriam mostrar,
assim ficava mais fácil conjugar o verbo desculpar...
E assim foi quando eu perdi meu par...
Depois vieram as desculpas,
que usavam luvas e falavam baixo,
que me ensinaram de um jeito especial

a verdadeira face do gostar...

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Faltas
          
Lá vai Quirina buscar sede num copo.
Lá vai Quirina buscar fome num prato.
Lá vai Quirina buscar amor numa esquina.
Lá vai Quirina buscar paz num rapto.

(Lá vai Quirina buscar o mundo num dedal)...

sábado, 17 de setembro de 2016

A GENTE TEM QUE PRESTAR ATENÇÃO NA VIDA

Por desde cedo fazer poesia, ler muito, não gritar e tentar com todas as minhas forças “ajeitar as coisas” com diálogo, não fui levado muito a sério. Obviamente perdi muito no que se refere a bens materiais, mas tenham certeza que ganhei muito mais e tudo isso me fez mais harmônico diante a vida. Entendo que sentimento gera a vida, colore o dia a dia e principalmente, nos deixe tranquilos para que as passagens sejam momentos de reflexão e ensinamentos. Passamos um momento que palavras de ódio são palavras corriqueiras e normais... Chega. Basta. Se respeitarmos o próximo, tratarmos todos os seres vivos com respeito, carinho e igualdade, seremos os instrumentos da mudança que o mundo precisa... Sempre, e quem me conhece sabe, agi com carinho, gentileza, respeito e compreensão... Não sou perfeito, nem quero tal reconhecimento, pois somos frágeis, humanos e estamos aqui nesta vida para aprender. Já passei por coisas em minha vida e em algumas deixei de ganhar por ser honesto e sincero, noutras fui enganado por não querer concordar que essa ou aquela pessoa pudesse fazer isso ou aquilo, e muitas vezes fui avisado, mas mantive meu pensamento em acreditar e confiar. “ Vigiai e orai”, já disse um grande amigo.
Sei o que não quero, não quero essa “ venda” descarada de tudo, desde o sentimento até um olhar. Tenhamos consciência que não podemos reclamar quando convivemos com pessoas que se agigantam da fraqueza dos outros, diante da gentileza dos outros. Respeitemos todos os gêneros, todas as ideologias, todos os credos, todos os times, rsrsrrs, todos os saberes e opiniões. É muito ódio em cada linha, em cada fato, em cada conversa, em cada grito. Respeito. Amor. Gentileza.
Sempre ouvi piadinhas: delicado o Edike, hum muito gentil este rapaz... além da falta de respeito entre linhas, perdi contratos por não reagir, perdi espaço por não dizer “ é meu este espaço”... mas ganhei muito amor, paz e carinho. Meus amigos que zoavam do meu jeito, quase todos perderam namoradas para mim, engraçado isso.. Deixa eu explicar esse texto: eu quero dizer que o mundo precisa ser gentil, precisa dialogar, precisa olhar a natureza como fundamental à nossa vida, que é preciso respeito e palavra... Tudo é tão já... Tudo tem tantos rótulos... Não precisamos matar o outro para vivermos bem.
Não vou mudar nem um tantinho o jeito que penso... Perderei ainda muitas coisas materiais, mas por certo ganharei muitas coisas que não tem preço... Um abraço leal dos meus pais e filhos, um beijo apaixonado da minha Marcia... Abraços da minha família... É um pequeno desabafo... Talvez alguns entenderão, outros nem lerão até o fim, outros dirão mais um texto... mas eu precisa dizer e isso é o que mais importa, falar o que se sente, falar na hora que ser quer...

a gente tem que olhar o agora
a gente tem que ver quem nos olha
a gente tem que rir
por que a hora do "vai embora" é rápida
a gente tem que prestar atenção na vida

Vamos aprender, vamos amar e que não nos falte gentileza...

sexta-feira, 16 de setembro de 2016




A gente tem que olhar o agora
a gente tem que ver quem nos olha
a gente tem que rir
por que a hora do "vai embora" é rápida
a gente tem que prestar atenção na vida

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Azaleia

Água para florir
Água para chorar
Água para lavar a alma
Água para manter a calma
Água para reencontrar
Água para pintar
O céu, o horizonte, o papel
Jardim também é casa
Jardim também é lar
Jardim para viajar
Jardim para navegar
Regar é água também
A semente está no coração
Um beijo, uma energia boa, um amém
A paz também é oração

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Silêncio

O relógio está quebrado.

A carta não tem selo nem CEP.

A mensagem bebeu a garrafa.



quinta-feira, 1 de setembro de 2016

O que faz bem a alma desarma
Desarma o ódio
Desarma a mentira
Desarma o medo

A alma repleta completa
A forma
A linha
O dia

Quando é abraço sincero é todo
É medida vida ao amor inteiro
Dentro do peito mora a verdade
Que entende a paisagem e o passageiro

O que faz bem a alma desarma
Acalma a pressa
Acalma a ansiedade
Acalma quem nos cala

Diante de tantas armas vis
Uma flor de lis
Desarma
Uma flor aprendiz
Desarma
Diante de tantas armas vis

quarta-feira, 17 de agosto de 2016


Sou lembrança sem tempo
Em linhas que o vento trouxe
Entre pandorgas e horizontes
Adormeço

Águas para lavar almas
Águas para voos e navegação
Para molhar a terra

Para beijar o lenço

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Coisas de guri

Quando eu era guri, muito guri... em Torres... descobri que o 
mar no quintal de casa era o mesmo mar do mundo inteiro... 
a felicidade sempre mora perto... é preciso bater na porta 
dela e dizer “eu te quero"... Coisas de mar...