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quarta-feira, 17 de agosto de 2016


Sou lembrança sem tempo
Em linhas que o vento trouxe
Entre pandorgas e horizontes
Adormeço

Águas para lavar almas
Águas para voos e navegação
Para molhar a terra

Para beijar o lenço

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Coisas de guri

Quando eu era guri, muito guri... em Torres... descobri que o 
mar no quintal de casa era o mesmo mar do mundo inteiro... 
a felicidade sempre mora perto... é preciso bater na porta 
dela e dizer “eu te quero"... Coisas de mar...

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Eu tenho um andar de tanto tempo, de tempos que eu vivi, dos tempos que eu sonhei. Dos tempos que nem senti...
Eu tenho o cantar de tanto tempo, de tempos que eu morri, dos tempos que eu passei, Dos tempos que nem pedi...
Eu tenho as cicatrizes de tanto tempo, de tempos de tantas marcas, dos tempos de tantos riscos, que me machucavam a pele...
Eu tenho os beijos de tanto tempo, de tempos que eu amei, dos tempos que eu chorei, Dos tempos de tantos sorrisos que encantavam meus passos...
Eu tenho na memória tantos tempos, cantos que eu procurei, letra e música, coração e voz, de tempos que quis cantar e dos tempos que eu cantei...
O tempo é um menino, destino de horas e de cores, lugares de esperança e amores, de fins e de rancores...
O tempo é instrumento de procura, instrumento de recuperação, é água, é pão, alimento que traz candura,
Dê ao tempo o tempo teu, com carinho, com atenção, dê ao tempo a compreensão, o afeto e a ternura... pois ele, com certeza, meu amigo, bem tratado, é o caminho da cura...

domingo, 7 de agosto de 2016

Regar, preservar, entender que gostar precisa de olhar atento
O amor precisa de cuidados, em qualquer momento
O andar da alma e do corpo é muito do que um simples movimento
É um cobertor a proteger do forte vento
Vela aberta a navegar pelo coração amado
Vê-la sorrir é o verbo mais do que perfeito
E isso me faz sorrir também
Preste atenção meu amigo
Amor necessita de atenção
E carinho não precisa de previsão
Então faça, amor, então faça

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O sentimento é um punhado de lenha... 
um punhado de lenha não esquenta... 
um punhado de lenha esquenta com chama... 
chama de amor, chama de amigo, chama de verdade... 
um fogo bom que aquece alma e corpo... 
bom demais se sentir quentinho.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Vou falar de simplicidade. daquele beijo sem tempo que teu filho te dá no meio da manhã de domingo, do olhar do teu pai e da tua mãe te fazendo tão grande e tão intenso... do teu amor a falar do tudo quando fala do nosso amor... nada tem preço, nada tem etiqueta, nada tem mais valor do que o simples fato de compreender olhares e toques... um suspiro se agiganta, um carinho já é um mundo, um "como eu te gosto" é o o maior dos sonetos... simples assim... o mundo necessita de carinho expresso, café forte para acordar o sentimento... acredito nisso e me " estrepo" muitas vezes por acreditar nesse caminho... mas é o caminho certo, né Luiza Caspary... Alma nos passos e coração nas rimas boas, na rimas ricas... Entendo que amor é simples demais, complicado é o ódio... Entendo que sorrir é fácil, complicado é cara virada para o abraço... Nunca precisei de muito para sorrir, aliás as vezes o pouco com amor me fez tão grande... Meu pai me ensinou isso... quem me conhece bem sabe o que estou a dizer, quem não me conhece procure nas entrelinhas o simples... daqui a pouco é seis da tarde e tu não disse " eu te amo" para quem ansiava tanto em ouvir... até amanhã tem um tempo tão imenso pra te fazer feliz... por que esperar tanto... Boa noite a todos...

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Intensamente foi a forma que descobri para desenhar palavras
Os interruptores d’alma são toques que aceleram o sentimento
Toda essa energia vale se puder mover o coração
O resto é vento...
...
Tudo pode ser uma questão de dizer nada.
...
Já virei a página sem ter entendido o livro. (Meu amigo, amor não é adivinhação)...
Colcha de retalhos
Meus amores estão nas entrelinhas de minha poesia
estão cobertos de rimas
estão encobertos por uma poeira fina de nome paixão
juntei tecidos tantos por tantos anos
tecidos suaves, finos, retalhos diversos e seda e chita
costurei uma colcha quente de lembranças
para acalmar meus invernos

sábado, 9 de julho de 2016

Eu acredito primeiro nas pessoas... 

no que seus corações e almas dizem... 

depois eu procuro entender e compreender suas ideias...
Decididamente acredito que verdade tem a ver com felicidade... 
e vice e versa e declama e encanta...
meu amor me almoça, e me janta... me incendeia, meu café, meus poros todos... 
amor verdadeiramente é todo dia... é todo mar... é alimento, é poesia... 
decididamente meu olhar me entrega... 
sempre tive um amor de uma vida inteira....
Tenho argumentos para deixar bem esclarecido a importância de uma teoria, de uma estratégia, mas, meus amigos, nada melhor que a boa prática... O que se lê muitas vezes é diferente da nossa realidade, nos afasta dela e nos deixa um conteúdo sem muita função. Nossas maiores vitórias vem d’alma e do coração, claro que auxiliada por teorias reais dentro da nossa aldeia. Ninguém mais inventa roda... Estamos caminhando, tenho certeza, por um mundo melhor, onde as pessoas e todos os seres vivos serão prioridades, junto com um abraço fraterno ao meio ambiente. Enfim, não tenho a pretensão de encaminhar receitas, mas posso dentro do meu possível encaminhar a vontade do bom debate e do bom diálogo. Por que escrevi isso? Gosto de falar o que passo e a partir disso aprender mais, entender mais, amar mais... Talvez seja utopia, talvez... Bebo café toda manhã com minha consciência, posso estar errado, mas nunca serei incoerente...

sexta-feira, 8 de julho de 2016

O TEMPO

O tempo é um amigo se a fidelidade a ele for harmônica e livre... É dele que nascem as oportunidades, os beijos, os encontros e reencontros, os desejos e os sonhos... ou exatamente ao contrário... entre o tempo amigo e o tempo inimigo mora o bom e velho senso... propenso, eu sei, a chuvas e trovoadas... por que, meus amigos, o tempo passa rápido e como diz o inesquecível Mário Quintana “daqui a pouco é seis da tarde”.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Lá longe, perto da última noite mora um cobertor... 

que no frio que cala a fala cobre teu beijo... 

descobre o amor...

sábado, 2 de julho de 2016

SUAVE
Que a vida seja "bergamota no sol"
Mesmo diante de olhares e gestos duros
Que construamos uma nave que leve sempre nossos sonhos ao planeta “suave”
Que redescubramos nossos descobrimentos
Que sejamos ventos de levantar cabelos, de levantar nossa moral
Que saudemos nossas antigas cirandas, nossos quintais, nossas varandas
Aonde dávamos as mãos para o simples e para o que encantava nossos destinos e nos fazia sorrir...
Que o sabor do bolinho de chuva, da cuca de banana e da galinha com maionese do domingo nunca deixe de alimentar nossos corações...
O que mora dentro da gente deve colorir o nosso lado de fora...

terça-feira, 28 de junho de 2016

Desejo

Se não posso sentir
mais do que tu me permites
ainda assim sigo sentindo 
tudo aquilo que não sentes
e, quando feres os meus olhos
com teus limites,
correm em minhas veias
desejos repentes
Ao contrário do que vês,
não sou tão pura,
pois minha boca
solta uma mulher ardente
enquanto crês que me tens,
sou vã procura
embora aches que sou completa,
vejo-me doente...
Ao passo que vives encanto,
sou tortura
e, quando vivo em brasa,
és decente
O que faço por amor
chamo loucura
Talvez, por isso,
eu seja inocente...
COISAS DE ENGENHO

A COR DOS OLHOS DA MENTE
AVISTA OS OLHOS DO CHÃO
QUEM SABE A COR DA SEMENTE 
FAZ ARCO-IRÍS NA MÃO
QUE BROTA A SENSAÇÃO DA LEVEZA
EM 0LHOS DE ASSOMBRAÇÃO
DEPOIS DO MEDO VEM O BEIJO
DESEJO DA PAIXÃO
UM MAR NUM COPO DE VINHO
A DOR AMARGA DO BREU
SER SÓ NÃO É SOLIDÃO
DEBAIXO DOS NÓS TEM UM EU
A GAIVOTA PASSEIA
DESENHA UM VOO NA VARANDA
O DESTINO SE ENLEIA
E ENROSCA NA MENINA CIRANDA

sábado, 18 de junho de 2016

Conversas
Ainda assim, acredito em minha varanda, em minha rede, em minha poesia... acredito que tudo é simples demais e complicamos tudo. Ainda assim, acredito em andar de mãos dadas, em dormir de conchinha e outras posições de encaixes. Ainda assim, sigo a buscar, a "me" perder, a "me" encontrar e, tenham certeza que o tempo passa rápido
demais e precisamos aproveitá-lo com muito amor, em todos os sentidos. Ainda assim, continuo a passear na praia, a escutar as gaivotas e a todo o momento resgatar o menino que mora dentro de mim. Às vezes me pergunto se estou no mundo certo. A resposta vem rápida: com certeza, não.
Túlio Piva
Quando a lua do destino decidiu viajar
malas na sala, recados no mar
Assim veio um menino sem passagem, sem lugar
que também queria o céu...
Escreveu, ao lembrar do tanto, de um passado tão bom
e ele “nem sei em que data"... clareou a viagem
Quem nunca ouviu Túlio Piva que me desculpe
Minha lua de menino sempre foi pendurada no céu
“feito um pandeiro de prata".

quinta-feira, 16 de junho de 2016



Um conto de sarda
Uma menina com sarda
Brincava atrás da cortina
Desenhava uma fada
A solitária menina
Queria que a fada
Num toque de sua varinha
Retirasse do seu rosto a sarda
E ela detrás da cortina
A fada não entendendo nada
E achando tão bela a menina
Num toque doce de fada
Desapareceu com a cortina...
Ilustração: Carol Salles

domingo, 12 de junho de 2016

Com amor. com parceria, com vontade, coração e alma

Amor assim da cor que é
Faz o querer cantar
Amor foi feito para sorrir
Amor feito para amar
Amor de uma vida inteira
Preservado, intocável, abrigo
Foi assim que resistiu
Foi assim que se consolidou
Por ser da cor que é
Esse nosso encantado amor
Viajou, voou, partiu
E para sempre voltou
Agora tatuado, eternizou...

sexta-feira, 10 de junho de 2016

Hai-Kai sem métrica

Todo mundo tem escolha
A felicidade pode ser um estalo
Como quem dança num papel bolha

Fomes
Era inevitável a queda
frente ao vazio que se fazia
era café sem bolacha, sem fatia
era fome o que o coração mostrava e dizia
Era inevitável o pranto
frente ao exposto
era lição sem cartilha
era um mar imenso sem nenhuma possível ilha
Era inevitável o fim
frente ao penúltimo capítulo que se escrevia
era final feliz sem nenhum par
era romance sem nenhuma poesia
A fome comia...

quinta-feira, 9 de junho de 2016





O amor é um sol e uma chuva boa
A cor que faz o amor é a cor que faz o amor
De repente colore de mansinho e toma conta
Um navegar preciso entre o querer e o querer e o sempre



quarta-feira, 8 de junho de 2016

PEQUENA CRÔNICA DO FEITIÇO QUE VIROU CONTRA O FEITICEIRO

Um amor de tempos é aquele que aquece a solidão a qualquer momento
Um “que” que abriga tanto querer e faz o sentimento crescer lá dentro
Uma verdade que não finda, um tentar com todas as forças que se tem
Um amor assim atiça, envolve, permeia a tudo
e quando despertado ganha mais vida, fica mais forte, faz bem


Pano para manga também aquece

Costuram linhas, fazem chuleios, em panos quentes
Incandescentes tecidos, agasalhos de inverno forte
Linhas apaixonadas por encantadas pandorgas
Ventos inteiros a levar velas em busca do sonhado norte
Linhas de horizontes coloridos, linhas verticais a subir sem medo
Encontros de linhas, trens do nosso destino a desenhar caminhos
Navegações sem bússola a desvendar todos os segredos
Cobertores que em noites de frio jamais nos deixam sozinhos

terça-feira, 31 de maio de 2016

Temores

Ao que dizia que pelas sombras os gritos soariam iguais
Deixo a canção das esquinas
Que transformam luares em rios
Rios de almas livres

Esqueçamos, pois, as correntezas
Geridas pelas vozes más
Entendamos que cosedores de lãs verdadeiras

Não temem o pior frio
Nem tudo é todo

Nem toda a hora é clara
Nem todo o ovo é gema
Nem toda a correria é risco
Nem todo o lápis desenha
Nem toda a frase é lema
Nem todo o amor é sina
Nem toda a teoria condena
Nem toda a prática ensina

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Sejamos simples, amor no coração e risos... 
um abraço muda um mundo, 
um beijo faz uma revolução. 

Tens as armas, pratique....

terça-feira, 17 de maio de 2016

Capitu

Quando conheci Capitu
capitulei
desenganei
a confiança é um conto
um machado afiado
uma colcha de retalhos
com bainhas de linho
quem nunca se sentiu Bentinho?

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O amor sempre foi e sempre será meu alimento... 
um vento bom que se instala e move velas e corações... 
acredito que os homens um dia deixarão de apenas ver 
e comecem a enxergar... 
acredito na minha coerência 
e no que perco materialmente por ser assim... 
mas estou bem tranquilo... 
de cabeça erguida e de alma livre... 
talvez um dia eu seja melhor compreendido 
e minhas linhas sejam realmente interpretadas... 
talvez o que quero seja utopia, mas vou lutar sempre...

domingo, 15 de maio de 2016

O Tempo

um rasgo
uma fresta
e foge o mundo
um desgosto
um lamento
e ruge a esperança



e que façamos do "não ter medo"
a razão do enfrentamento
e que nossas armas
sejam a verdade e o vento da liberdade
Pois, saibamos, que o tempo é aliado e justo
Que as futuras gerações nos agradeçam
por não termos calado
Pela coerência do nosso jeito

sábado, 14 de maio de 2016



Seca

Que chuva tamanha que beija a seca,
A minha seca boca.
Chuva que molha as roupas do passado
E dá febre.
Uma febre tamanha que queima a seca,

A minha seca boca.
Uma sensatez louca.
A previsão é que a chuva tamanha não pare,

Então, que encharque.


Tudo ao seu tempo

O que estava tão longe se vê à beira
um toque agora desenha o encaixe
com peças de um quebra-cabeça
guardado pelo tempo
um relógio quebrado não retarda hora alguma
tudo ao seu tempo
e o amor não é cúmplice do meteorologista


Sem medidas

Plural é mais do que um
O amor então é plural
Nem se pode dizer que são dois
Metade é um "tanto impreciso"
Feijão, farinha, arroz

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Motivo

Quando uma corda puxa a noite
O dia vai e se enforca de ciúme.
Quando uma corda puxa o dia
A noite vai e ser enforca de ciúme.
Quando chega a madrugada
A noite e o dia se enforcam com a mesma corda...


Bêbado

Toma café,
toma vergonha,
toma ônibus,
toma banho,
toma jeito,
toma cachaça...
E quando quiseres...
Toma meu coração.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Absolutamente

Tem dias que eu sou cantante.
N’outros o silêncio bate.
E na forma mais errante.
Beijo de mercúrio em que me arde.
Sabores e copos trincados
Refaça a taça sem trincar
Ou sem olhar a antiga trinca
O vinho bebido antes tinha gosto de mar
Eu quero beber o mundo de canudinho
Mas o tempo poderá esperar?
Quem haverá de me explicar a palavra "afogar"?
Falta uma peça nessa cabeça que me quebra
A taça é um disfarçar... quando brinda

terça-feira, 10 de maio de 2016

Pequena canção de um barulhinho bom e simples

Quando a chuva cai na terra, ouço um som de beijo...
Guardo-te
Guardo-te como quem guarda o gosto da primeira manhã...
Infinitamente. Guardo-te como quem viu o céu uma única vez.

quinta-feira, 5 de maio de 2016




Marcas, tatuagens e silêncios

Espelhávamos na própria carne quando pressentíamos a dor
e tudo era uma coisa só e tudo era só
chamávamos segredo o que era intenção ardente
propúnhamos ser o que não éramos para resistir à vida
vez por outra éramos apunhalados por nossos medos
quebrávamos bússolas, rasgávamos mapas, sujávamos lentes
havíamos atingido toda a inconstância das coisas tidas como certas
e velas abertas singravam mares, bares, ares e alhos e bugalhos
entendíamos que assim resistiríamos mais
ledo engano
depois de algum tempo nos reencontramos e não falamos nada
mas havia em nossos olhares uma dor
que por não ter sentido algum

marcaria toda a nossa vida